A
Síndrome de Down
decorre de um fenômeno
genético e é uma das
causas mais comuns de
deficiência
intelectual,
afetando um em cada
seiscentos
nascimentos.
As pessoas com Síndrome
de Down possuem um
comprometimento
intelectual, podendo
apresentar anomalias
no coração, visão e
outros órgãos.
Técnicas de estimulação
e novas abordagens
pedagógicas têm
obtido excelentes
resultados no
desenvolvimento e na
integração social
das pessoas com Síndrome
de Down, quando
corretamente
aplicadas.
Estudo
identifica começo da
Síndrome de Down no
embrião
Cientistas afirmam
ter identificado as
primeiras mudanças no
desenvolvimento dos
embriões que levam à
Síndrome de Down,
segundo um estudo
publicado na edição
desta semana da
revista científica American
Journal of Human
Genetics.
A equipe, formada
por especialistas do
hospital Barts and the
London NHS Trust, na
Inglaterra, e de
outros quatro países,
afirma que as mudanças
causadas pela cópia
extra do cromossomo 21
- condição genética
conhecida como
trissomia do 21 -
podem ser observadas já
na fase embrionária.
Segundo o estudo, o
terceiro cromossomo
desperta mudanças genéticas
nas células-tronco do
embrião em
desenvolvimento. A Síndrome
de Down pertence a um
grupo de condições
conhecidas como
aneuploidias, que são
definidas por uma
perda ou ganho anormal
do material genético,
como cromossomos. Essa
condição pode causar
anomalias congênitas
que são a principal
causa das mortes
infantis na Europa e
nos Estados Unidos.
Genes
Os pesquisadores
analisaram as células-tronco
de camundongos
geneticamente
modificados para
carregar uma cópia
humana do cromossomo
21 e afirmam que a adição
deste esse terceiro
cromossomo despertou
uma série de mudanças
genéticas no embrião.
De acordo com o
estudo, isso ocorre
porque a presença do
cromossomo adicional
prejudica um gene
regulador chamado
REST, que, por sua
vez, prejudica a função
normal de outros genes
que controlam o
desenvolvimento normal
no estágio embrionário.
A pesquisa
identificou ainda que
o gene DYRK1A,
presente no cromossomo
21, seria o responsável
por ativar esses distúrbios.
Tratamento
Segundo Dean Nizetic,
um dos autores do
estudo, a pesquisa
pode contribuir para o
desenvolvimento de
terapias moleculares
capazes de aliviar os
efeitos da Síndrome
de Down.
"Esperamos que
futuras pesquisas
possam nos dar pistas
para a concepção de
novas abordagens terapêuticas
que combatam o atraso
no desenvolvimento, o
retardo mental, o
envelhecimento e a
regeneração das células
cerebrais",
disse.
Ele sugere que
pesquisas futuras
devem ser direcionadas
a analisar o mecanismo
que possa levar ao
desenvolvimento de
tratamentos para crianças
portadoras da Síndrome
de Down nos primeiros
anos de vida, quando o
cérebro ainda está
se desenvolvendo de
maneira rápida.
Carol Boys,
diretora da Associação
Britânica da Síndrome
de Down, disse que a
pesquisa é um passo
positivo.
"Qualquer
pesquisa que nos ajude
a compreender melhor
algumas das complexas
condições médicas
associadas à Síndrome
só pode ser um passo
a frente no
desenvolvimento de
tratamentos terapêuticos
que possam levar a uma
melhoria na saúde dos
portadores",
disse.
Segundo Boys,
apesar da pesquisa
ainda estar em um estágio
inicial, os resultados
são extremamente
positivos. As estatísticas
sobre a incidência da
síndrome de Down são
nebulosas no Brasil,
mas segundo uma
estimativa com base no
Censo 2000, do IBGE, há
300 mil portadores no
Brasil. No Reino
Unido, são 60 mil
portadores da Síndrome.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3159766-EI298,00-
Estudo+identifica+comeco+da+Sindrome+de+Down+no+embriao.html
Data: 5 de setembro
de 2008
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